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Aborto provocado
Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez;
pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do
período gestacional em que é realizado, emprega-se uma
das quatro intervenções cirúrgicas seguintes:
» A sucção ou
aspiração;
» A dilatação e curetagem;
» A dilatação e
expulsão;
» Injeção de soluções
salinas.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de
40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias,
com sérios riscos para a saúde da mulher. O método
clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método
moderno por aspiração uterina (método de Karman) só
utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito
semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois
desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração
deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador
elétrico.
Aborto
no Brasil
No Brasil, o aborto voluntário será permitido
quando necessário, para salvar a vida da gestante ou
quando a gravidez for resultante de estupro. O aborto,
fora esses casos, está sujeito a pena de detenção
ou reclusão.
Número de
abortos por 1000 mulheres

Mortalidade
Nos países
onde o aborto é ilegal o número de mulheres que morrem,
em conseqüência de abortos realizados por pessoas sem
treinamento médico, é grande - cerca de 100 mortes por
100 mil operações. Já em operações com assistência
médica são cerca de 1,9 (antes dos três meses da
gestação) e 12,5 (após três meses) mortes por 100 mil
operações.
Nos países onde o aborto é legalizado, a taxa de
mortalidade entre as mulheres, em decorrência de
problemas na gravidez e no parto, é de nove em cada 100
mil. Durante o século XX, a legislação liberou o
aborto em diversas situações médicas, sociais ou
privadas. Desde então, o movimento pela discriminação
para certos casos vem crescendo em todo o mundo.
Fetos sentem dor durante o aborto
O
aborto pode causar dor em fetos ainda pouco
desenvolvidos, acreditam pesquisadores do Hospital
Chelsea, em Londres. Segundo a responsável pela
pesquisa, Vivette Glover, fetos podem ser capazes de
sentir dor já a partir da décima - sétima semana de
gestação.
Por isso, diz
ela, médicos britânicos estão estudando a possibilidade
de anestesiar o feto durante intervenções para
interrupção da gravidez.
O estudo contraria a versão da entidade que reúne
obstetras e ginecologistas do Reino Unido, o Royal
College of Obstretics and Gynacologists. Para a
organização, só há dor depois de 26 semanas.
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Anestesia no aborto
Para Vivette Glover, pesquisas sugerem que o
desenvolvimento do sistema nervoso ocorre mais cedo do
que se imaginava.
"Existem evidências de que o sistema nervoso se desenvolve
a partir de 20 semanas de gestação ou talvez até depois
de 17 semanas. Já que há a possibilidade de dor, nós
deveríamos dar ao feto o benefício da dúvida", diz ela,
que conclui defendendo a utilização de anestesia. Ela
pondera, porém, que a dor dos fetos é provavelmente
menos intensa.
A teoria ganhou apoio de entidades contrárias a realização
de abortos. "É mais uma prova de que a vida humana
começa no momento da concepção", diz Kevin Male, da
organização britânica Life.
Curiosidades
» Na Alemanha nazista o
aborto era proibido por que era dever da mulher fornecer
filhos para o III Reich.
» Os gregos permitiam
o aborto, mas os romanos o puniam com pena de morte.
» O primeiro país a
permitir aborto no prazo de 28 semanas foi a Inglaterra,
tornando-se atração turística para feministas. |