Analise primária e secundária

PROCEDIMENTOS GERAIS NO LOCAL DO ATENDIMENTO

 

(E) Expor a vítima (prevenir hipotermia)
 
Procedimentos Operacionais
 
1. Informar antecipadamente à vítima e/ou responsável sobre o procedimento que será efetuado.
2. Executar a exposição do corpo da vítima somente quando indispensável para identificar sinais de lesões ou de emergências clínicas.
3. Evitar tempo demasiado de exposição, prevenindo a hipotermia.
4. Cobrir com manta aluminizada ou cobertor ou lençóis limpos.
5. Garantir privacidade da vítima, evitando expor desnecessariamente as partes íntimas de seu corpo.
6. Respeitar as objeções da vítima, por motivos pessoais, incluindo religiosos, desde que isso não implique em prejuízo para o atendimento com conseqüente risco de vida.
7. Evitar danos desnecessários ao remover vestes e/ou calçados;
7.1. Quando necessário cortar vestes da vítima, utilizar tesoura de ponta romba, evitando meios de fortuna que possam contaminar ou agravar ferimentos.
8. Relacionar os pertences do acidentado, mesmo danificados, e entregá-los no hospital, à pessoa responsável pela vítima devidamente identificada ou à Chefia de Enfermagem, no hospital.
 
ATENÇÃO
 
 
· Pertences pessoais da vítima, mesmo roupas e/ou calçados danificados, devem ser arrolados em recibo próprio e entregues à pessoa responsável ou à Chefia de Enfermagem no hospital.
 
AO TÉRMINO DA ANÁLISE PRIMÁRIA DEVE-SE:
 
Verificar se a situação se enquadra  Transporte Imediato:
 
Procedimentos Operacionais
 
1. O chegar no local da ocorrência, adotar os procedimentos iniciais de socorro específicos de segurança e avaliação da vítima.
2. Procurar identificar uma das situações abaixo:
2.1. Obstrução respiratória que não pode ser facilmente permeada por métodos mecânicos;
2.2. Parada cardiorrespiratória;
2.3. Evidência de estado de choque;
2.4. Trauma de crânio;
2.5. Dificuldade respiratória provocada por trauma no tórax ou face;
2.6. Ferimentos penetrantes em cavidades;
2.7. Queimadura da face;
2.8. Parto complicado;
2.9. Envenenamento;
2.10. Acidentes com animais peçonhentos;
2.11. Sinais de lesões internas geradas por trauma violento.
3. Aplicar, sempre que necessário, o colar cervical e prancha longa, e remover a vítima para trasnporte
4. Os procedimentos complementares de Suporte Básico deverão ser aplicados a vítima durante o transporte.
 
Checar continuamente os sinais vitais e condições gerais da vítima durante o transporte.
 
Aplicar o Colar Cervical, nas vítimas de trauma, com técnica adequada.
 
IMOBILIZAÇÃO DA COLUNA
 
1. Escolher o colar cervical de tamanho apropriado, da seguinte forma:
1.1. Com o pescoço da vítima em posição neutra, usando os dedos, meça da base do pescoço (músculo trapézio) até a base da mandíbula da vítima;
1.2. O colar cervical apropriado deverá ter a medida encontrada no plástico rígido na sua lateral.
 
APLICAÇÃO DO COLAR EM VÍTIMA SENTADA
 
1. Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima.
2. Examinar pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical.
3. Socorrista 1:
3.1. faz o alinhamento lentamente da cabeça e a mantém firme com uma leve tração para cima;
3.2. na vítima inconsciente, mantém as vias aéreas permeáveis, usando a manobra de elevação da mandíbula;
3.3. na vítima consciente, realizar o apoio lateral de cabeça.
4. Socorrista 2:
4.1. escolhe o colar cervical de tamanho apropriado;
4.2. coloca o colar cervical iniciando pela parte do queixo, deslizando o colar sobre o tórax da vítima até que seu queixo esteja apoiado firmemente sobre o colar (parte anterior);
4.3. passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima até se encontrar com a parte anterior;
4.4. ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga (1 dedo) entre o colar e o pescoço da vítima.
5. Socorrista 1:
Mantém a imobilização lateral da cabeça.

APLICAÇÃO DO COLAR EM VÍTIMA DEITADA
 
1. Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima.
2. Examinar pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical.
3. Socorrista 1:
3.1. faz o alinhamento lentamente da cabeça e a mantém firme com uma leve tração para cima;
3.2. na vítima inconsciente, mantém as vias aéreas permeáveis, usando a manobra de elevação da mandíbula;
3.3. na vítima consciente, realizar manualmente o apoio lateral de cabeça.
4. Socorrista 2:
4.1. escolhe o colar cervical de tamanho apropriado;
4.2. passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima;
4.3. coloca a parte anterior do colar cervical, encaixando no queixo da vítima de forma que esteja apoiado firmemente;
4.4. ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga (1 dedo) entre o colar e o pescoço da vítima.
5. Socorrista 1:
5.1. mantém a imobilização lateral da cabeça até que se coloque um recurso material para tal (cobertor, imobilizador lateral).

ATENÇÃO
 
· Lembrar que mesmo com o colar cervical, a vítima pode movimentar a cabeça. A região cervical somente estará com imobilização completa com o uso do imobilizador lateral de cabeça.
· O colar cervical deverá ter o tamanho adequado de forma a proporcionar alinhamento e imobilização antero-posterior da coluna cervical.
· Em toda vítima de trauma deverá ser colocado o colar cervical, mesmo que o estado da vítima não seja grave.
 
ATENÇÃO
 
1. A Análise Primária deve ser completada num intervalo entre 15 e 30 segundos.
2. Toda vítima encontrada inconsciente e que não haja informações precisas sobre a causa do problema que apresenta deve ser tratada como portadora de lesão raquimedular.
3. Nas vítimas de trauma, manter a coluna cervical estável, em posição neutra, com aplicação do colar cervical e protetor lateral de cabeça ou manual.
4. Não mover a vítima da posição que se encontra antes de imobilizá-la, exceto quando:
· Estiver num local de risco iminente;
· Sua posição estiver obstruindo suas vias aéreas;
· Sua posição impede a realização da análise primária;
· Para garantir acesso a uma vítima mais grave.
5.    Para verificar a respiração, estando de capacete, retira-lo, recolocando-o em seguida.
 
Iniciar a Análise Secundária através do exame dos sinais vitais
 
ANÁLISE SECUNDÁRIA
 
Processo ordenado que visa descobrir lesões ou problemas clínicos que, se não tratados, poderão ameaçar a vida, através da interpretação dos achados na verificação dos sinais vitais, exame físico e na entrevista. Através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela vítima o socorrista poderá determinar o tipo de emergência e os procedimentos operacionais específicos. Uma parte da análise é objetiva, através do exame dos sinais vitais e do corpo da vítima (exame físico) e a outra é subjetiva, através de dados colhidos em entrevista.
 
SINAIS VITAIS E SINAIS DIAGNÓSTICOS
 
Toda lesão ou doença tem formas peculiares de se manifestar e isso pode ajudá-lo no descobrimento do tipo de problema que afeta a vítima. Estes indícios são divididos em dois grupos: os sinais e os sintomas.
Alguns são bastante óbvios, mas outros indícios importantes podem passar despercebidos, a menos que você examine a vítima cuidadosamente, da cabeça aos pés. 
 
SINAIS são detalhes que você poderá descobrir fazendo o uso dos sentidos – visão, tato, audição e olfato – durante a avaliação da vítima. Sinais comuns de lesão incluem sangramento, inchaço (edema), aumento de sensibilidade ou deformação; já os sinais mais comuns de doenças são pele pálida ou avermelhada, suor, temperatura elevada e pulso rápido.
SINTOMAS são sensações que a vítima experimenta e é capaz de descrever. Pode ser necessário que o socorrista faça perguntas para definir a presença ou ausência de sintomas. Pergunte à vítima consciente se sente dor e exatamente onde. Examine a região indicada procurando descobrir possíveis lesões por trauma, mas lembre-se de que a dor intensa numa região pode mascarar outra enfermidade mais séria, embora menos dolorosa. Além da dor, os outros sinais que podem ajudá-lo no diagnóstico incluem náuseas, vertigem, calor, frio, fraqueza e sensação de mal-estar. 
 
SINAIS VITAIS
 
Refletem o estado atual dos sistemas respiratório e circulatório:
 
1. Verificar a freqüência respiratória e a qualidade da respiração;
2. Verificar a freqüência cardíaca e a qualidade do pulso;
3. Verificar a pressão arterial.

 

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