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Erros de vistorias

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Nas vistorias, as instalações são confrontadas com o Projeto Técnico aprovado pelo Corpo de Bombeiros. As alterações encontradas são analisadas com vistas à manutenção das condições de segurança previstas no Decreto Estadual 46.076/01 (mais 38 Instruções Técnicas) e pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Havendo deficiências elas são anotadas e um relatório é fornecido ao interessado para que analise e proponha uma solução técnica. Caso não existam alterações, será emitido o Auto de Vistoria.

As alterações mais comuns são as seguintes:

  • sinalização:

    • falta de indicação da chave de proteção da bomba de incêndio no Quadro Geral de Energia;

    • quando houver prateleiras, armários que impeçam a visualização dos extintores, hidrantes e demais equipamentos, a sinalização deve ser elevada acima de tais obstáculos de forma a poder indicar a localização à distância;

    • falta de sinalização de solo em depósitos ou locais de fácil obstrução dos equipamentos;

    • quando os equipamentos ficarem atrás de pilares, cantos de parede, escadas e demais situações que fiquem escondidos, a sinalização deve apontar nestes locais a direção onde estão aqueles equipamentos;

    • falta de indicação da porta de saída e da rota a ser tomada, principalmente em locais de reunião de pessoas, tratando-se de sinalização comum ou integrante do sistema de luz de emergência;

    • falta de indicação "SAÍDA DE EMERGÊNCIA" ou "ESCADA DE SEGURANÇA" nas portas corta-fogo, na face voltada para os halls;

    • falta de indicação do número do andar nas escadas.

  • hidrantes:

    • mangueiras acondicionadas em espiral, quando deveriam estar "aduchadas" isto é com as duas extremidades voltadas para fora, a fim de facilitar o desdobramento e uso rápido;

    • falta de esguicho ou chave de mangueira nos armários para hidrantes;

    • registro fechado na tubulação principal de alimentação;

    • instalações em PVC internas às edificações ou executadas sem correto ancoramento e solda apropriada nas junções, diminuindo a resistência do sistema;

    • obstrução ao acesso e/ou vizualização;.

    • registro de recalque sem drenagem, obstruído ou incompleto;

  • luz de emergência:

    • alguns pontos de luz ou todo o sistema desativado;

    • falta, parcial ou total, de solução nas baterias;

    • pontos de luz com luminosidade insuficiente para o local, decorrente de potência da central, fiação ou lâmpadas sub dimensionadas;

    • não cumprimento do projeto no tocante à instalação de todos os pontos que foram previstos no projeto aprovado;

    • instalação ou alteração de divisórias sem revisão do projeto;

    • substituição do fusível por pedaços de metal, papel laminado de cigarro e similares.

  • alarme:

    • instalação do painel central em local sem permanência constante de pessoas;

    • vidros quebrados nos pontos de acionamento manual;

    • falta de indicação das providências a serem tomadas para acionamento do mesmo;

    • fiação aparente e passando por locais sujeitos a avarias decorrentes de incêndios.

    • substituição do fusível por pedaços de metal, papel laminado de cigarro e similares.

  • escada de segurança:

    • portas corta-fogo instaladas acima de 1 cm da soleira da porta permitindo que volume maior de fumaça a atravesse;

    • portas corta-fogo mantidas abertas por calços, vasos ou tijolos;

    • portas corta-fogo que não fecham automaticamente com a passagem das pessoas;

    • portas corta-fogo instaladas sem espaço correspondente a uma largura antes e depois no seu acesso ou saída, fazendo com que as pessoas tenham que pegar na maçaneta estando em degrau acima ou abaixo da mesma;

    • portas corfa-fogo sem placa de marca de conformidade;

    • venezianas de ventilação com elementos que não garantem a área mínima de ventilação de 0,84 m2;

    • instalação de fiação de antenas, prumadas elétricas e até tubulação de gás combustível já foi encontrada;

    • obstrução por vasos, sacos de lixo, materiais de construção, móveis etc;

    • fixação de corrimãos por buchas nas paredes que não garante um mínimo de resistência ao arrancamento;

    • escada de segurança que não termina no térreo (descarga) mas continua até o subsolo - obrigatoriamente ela deve terminar no pavimento do acesso à edificação de forma que a população não desça, em casos de pânico, até o subsolo.

  • extintores portáteis e sobre-rodas:

    • falta de inspeção ou manutenção;

    • selo de aparelho novo em equipamento usado;

    • agente extintor "empedrado" nos aparelhos de pó químico seco;

    • medidor de pressão acusando aparelho fora de uso;

    • aparelho obstruído por móveis, lixo, vasos; atrás de portas;

    • tipo de agente extintor não adequado ao material das proximidades (tipo pó químico seco para papéis, quando deveria ser de água; água ou espuma próximo a materiais energizados, quando deveria ser de gás carbônico e outras mais);

  • brigada de incêndio:

    • quando declarado no projeto que haverá pessoal treinado e solicitados os nomes antes da vistoria, no local as pessoas cujos nomes foram dados nem sabiam que foram indicadas para tal função;

    • dificilmente a carga-horária é seguida;

    • os funcionários treinados saem da empresa e não há transferência dos cargos;

    • componentes com conhecimento insuficiente ou sem treinamento prático;

  • chuveiros automáticos:

    • quando declarado no projeto que haverá pessoal treinado e solicitados os nomes antes da vistoria, no local as pessoas cujos nomes foram dados nem sabiam que foram indicadas para tal função;

    • falta dos bicos reserva;

    • gongo hidráulico não funciona;

    • bicos distantes do teto, sem coletor de calor;

    • falta de drenos, falta de conexões remotas de teste;

    • falta de sinalização do registro de recalque;

    • falta de tubulação de retorno do recalque da bomba ao reservatório (6 mm para evitar superaquecimento);

    • falta de conexão de  ensaio da bomba;

Bombeiros Emergência
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