Grandes tragédias

As grandes tragédias


1912
O transatlântico inglês Titanic, o maior do mundo, saiu de Southampton no dia 10 de abril de 1912 com destino a Nova York. Havia 2225 pessoas a bordo. As 22 horas e 15 minutos do dia 14, colidiu com um enorme iceberg. Quarenta minutos depois, transmitiu sua última mensagem: “Afundamos”. Apenas 712 se salvaram. Calcula-se que oitocentos dos 1513 passageiros mortos foram devorados por tubarões.

1937
Na noite de 6 de maio de 1937, o gigantesco dirigível Hindenburg preparava-se para descer na base de Lakenhurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O veículo transportava 97 passageiros vindos da Alemanha. Durante as manobras de pouso, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 36 mortos. O dirigível ficou conhecido como “Zepelim”, em homenagem a seu criador, o conde Von Zeppelim. Tinha 245 metros de comprimento e era sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogênio. Seus quatro motores diesel desenvolviam uma velocidade de até 135 quilômetros por hora.

1967 a 1969
A Guerra de Biafra deixou 3,5 milhões de mortos.

1972
Um incêndio no Edifício Andraus, em São Paulo, deixou 16 mortos.

1973
A queda do Boeing 707, da Varig, em Orly, na França, deixou 122 mortos.

1974
Um incêndio no Edifício Joelma, em São Paulo, deixou 184 mortos.

1978
Seguidores do pastor Jim Jones tomaram veneno, provocando o suicídio em massa de 912 pessoas.

1982
A queda do Boeing 727-200, da Vasp, na serra de Aratanha, no Ceará, provocou a morte de 137 pessoas.

1983
Um incêndio na Vila Socó, em Cubatão, no Estado de São Paulo, deixou 93 mortos. No mesmo ano, um avião russo atacou e derrubou um Jumbo da Korean Air Lines, matando 269 pessoas.

1984
Um vazamento de gás na fábrica Union Carbide, em Bhopal, na Índia, matou 3700 pessoas.

1985
A queda de um Boeing 747, da JAL, no Japão deixou 520 mortos. Foi o maior desastre aéreo da história da aviação. No mesmo ano, um tumulto na partida entre Juventus (Itália) e Liverpool (Inglaterra), no estádio de Heysel, em Bruxelas, na Bélgica, provocou a morte de 38 pessoas.

1986
A explosão da nave americana Challenger, 73 segundos após o seu lançamento, deixou 7 mortos.

O reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, teve um acidente no dia 26 de abril. Oficialmente, os mortos foram 31, entre bombeiros e técnicos da usina. Sete anos depois, o governo ucraniano reconheceu a morte de 7 mil a 10 mil pessoas. O incêndio do reator durou dez dias e houve duas explosões. Cerca de 500 mil pessoas foram retiradas de 170 cidades depois do acidente. Pripiat, a 3 quilômetros da usina, tinha 55 mil habitantes. Hoje, é uma cidade-fantasma. Os prejuízos da catástrofe são calculados em 400 bilhões de dólares e 7 milhões de pessoas ainda vivem em regiões que sofreram radiação.

1989
O naufrágio do barco de turismo Bateau Mouche IV, no Rio de Janeiro, na festa de Ano Novo, deixou 55 mortos. Entre eles estava a atriz Iara Amaral.

O massacre na praça da Paz Celestial, em Pequim, na China, deixou 1400 mortos. O exército chinês esmagou uma manifestação de estudantes em favor da democracia. A cena mais marcante foi a de um rapaz que, durante seis minutos enfrentou sozinho uma fila de 23 tanques.

1989
Tumulto no jogo entre Liverpool e Nottingham Forest, no estádio de Sheffield, na Inglaterra, provocou a morte de 108 pessoas.

1992
O massacre na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, deixou 111 presos mortos. Durante uma rebelião, a Polícia Militar invadiu o pavilhão 9 e fuzilou os presos.

1993
A chacina da Candelária, no Rio de Janeiro, deixou 7 mortos. Os autores da chacina de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, mataram 21 pessoas.

1994
O naufrágio do ferry-boat Estônia, no mar Báltico, deixou 900 mortos.

2000
O naufrágio do submarino nuclear russo Kursk, em 12 de agosto, a 108 metros de profundidade, no Mar de Barents, provocou a morte de 118 tripulantes.

2001
A explosão da plataforma submarina P-36, da Petrobrás, em 15 de março, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, matou 11 pessoas que trabalhavam no local.

2001
Quatro aviões foram seqüestrados nos Estados Unidos por membros da organização terrorista Al Qaeda. Dois deles foram lançados contra as torres que formavam o complexo empresarial World Trade Center (WTC), em Nova York e um contra o Pentágono, em Washington. Um total de 2.752 pessoas morreram vítimas do atentado.

2004
300 terroristas islâmicos chechenos invadiram uma escola em Beslan, no interior da Rússia, e fizeram 1.200 reféns, a maioria crianças. Eles exigiam a retirada das forças russas da Chechênia e a libertação de todos os membros de seu grupo que estão presos. A ação terminou três dias depois, quando as forças policiais invadiram o prédio e libertaram os sobreviventes. Houve 335 mortos e 700 feridos.