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Gravidez
Gravidez é o
período de crescimento e desenvolvimento do embrião dentro da mulher.
Começa quando o espermatozóide do homem fecunda o óvulo e este se
implanta na parede do útero e termina no momento do nascimento. Uma
gravidez normal dura cerca de 39 A 40 semanas
(DESENVOLVIMENTO
FETAL),
ou 280 dias, contando a partir do início do último período menstrual. Às
vezes, as mulheres dão à luz antes da data esperada, o que resulta numa
criança prematura.
Com um mês de idade, o embrião tem pouco mais de meio centímetro de
comprimento e está envolto por uma bolsa cheio de líquido, a
bolsa amniótica, que o protege contra dessecação e eventuais
choques mecânicos.
Trimestres da gravidez
As 40 semanas de gravidez se dividem em três semestres. O bebê que está
se desenvolvendo, recebe o nome de embrião durante as oito primeiras
semanas; depois é chamado de feto. Todos os seus órgãos importantes se
desenvolvem durante o primeiro trimestre. As náuseas e os vômitos são
freqüentes nas gestantes, em especial durante as manhãs. Os seios
aumentam de volume e ficam sensíveis e seu peso começa a aumentar.
No segundo trimestre, o feto já tem uma aparência humana reconhecível e
cresce com rapidez. A gravidez da mãe é evidente, tanto externa como
internamente. Seu ritmo cardíaco e pressão sanguínea aumentam para
adaptar-se as necessidades do feto.
No terceiro trimestre, os órgãos do bebê amadurecem. As probabilidades
de sobrevivência do feto aumentam a cada semana que permanece no útero -
a maioria das crianças prematuras nascidas no início do terceiro
trimestre sobrevive. A mulher grávida tende a sentir calor e incômodos
durante a gravidez. Seu sono, muito importante nesse momento, pode ser
alterado.
Feto no 1º
Trimestre

Vilosidades coriônicas
A superfície da bolsa amniótica é recoberta por projeções chamadas
vilosidades coriônicas, que penetram no endométrio. Ao redor das
vilosidades formam-se lacunas onde circula o sangue materno. Assim
ocorrem trocas entre o sangue do embrião, que circula nas vilosidades, e
o sangue materno, que circula nas lacunas. Alimento e gás oxigênio
passam do sangue da mãe para o do filho, enquanto excreções e gás
carbônico fazem o caminho inverso.
Placenta
A partir do segundo mês de vida embrionária, a maior parte das
vilosidades coriônicas regride. Resta, porém, uma região onde a
implantação das vilosidades no endométrio é mais profunda. Nesse local
terá origem a placenta.
O embrião se comunica com a placenta através de um cordão revestido de
pele, o cordão umbilical, no interior do qual existem
duas artérias e uma veia. As artérias levam sangue do corpo do embrião
até a placenta, enquanto a veia traz o sangue da placenta para o
embrião.
Hormônios
e gravidez
O embrião recém-implantado na parede do útero informa a sua presença ao
corpo da mãe por meio de um hormônio, a ganodotrofina coriônica,
produzido principalmente nas vilosidades coriônicas.
A presença de ganodotrofina coriônica no sangue da mulher grávida
estimula a atividade do corpo lúteo, de modo que as taxas de estrógeno e
de progesterona não diminuem, como normalmente ocorreria no final do
ciclo menstrual. Com isso, a menstruação não ocorre, o que é um dos
primeiros sinais de gravidez.
No início da gestação, o nível de ganodotrofina coriônica no sangue
eleva-se a ponto desse hormônio ser eliminado na urina da mulher. Os
testes de gravidez, à venda nas farmácias, detectam a presença de
ganodotrofina coriônica na urina.
A partir do quarto mês de gravidez o corpo amarelo regride, mas a mucosa
uterina continua presente e em proliferação, graças à produção de
estrógeno e progesterona pela placenta, então já completamente formada.
A placenta continuará a produzir estrógeno e progesterona em quantidades
crescentes até o fim da gravidez.
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