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Função
O aparelho excretor é um conjunto de órgãos que produzem e excretam
a urina, o principal líquido de excreção do organismo. Os dois rins
filtram todas as substâncias da corrente sanguínea, estes resíduos
formam parte da urina que passa, de forma contínua, pelos ureteres
até a bexiga.
Depois de armazenada na bexiga, a urina passa por um conduto
denominado uretra até o exterior do organismo. A saída da urina
produz-se pelo relaxamento involuntário de um esfíncter que se
localiza entre a bexiga e a uretra e também pela abertura voluntária
de um esfíncter na uretra.
Excreção
Excreção é o processo pelo qual eliminam substâncias nitrogenadas
tóxicas (denominadas excretas ou excreções que provêm principalmente
da degradação de aminoácidos ingeridos no alimento), produzidas
durante o metabolismo celular.
Uréia |
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A uréia é a principal
excreta, sendo eliminada dissolvida em água, formando a urina. Por
terem a uréia como principal excreta, os homens são chamados de
ureotélicos.
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Distúrbios do Sistema
Excretor
Das doenças que atacam as pessoas nos países desenvolvidos, os
distúrbios renais ocupam o quarto lugar. Muitas são as causas das
doenças renais; infecções, envenenamento por substâncias químicas
(como o mercúrio e o tetracloreto de carbono), lesões, tumores,
formação de "pedras" (cálculos renais), paralisia, problemas
circulatórios, etc.
Uma das doenças renais mais comum é a glomerulonefrite,
em que há lesões dos glomérulos de Malpighi, com grave prejuízo da
função renal. A glomerulonefrite pode ter diversas causas, mas a
principal é a destruição dos glomérulos pelo próprio sistema de
defesa do corpo, o sistema imunitário.
Por motivos ainda não muito bem conhecidos, alguns glóbulos brancos
do sangue passam a produzir anticorpos que atacam os glomérulos
renais. Uma vez que o próprio sistema imunitário volta-se contra o
organismo, fala-se que esse tipo de glomerulonefrite é uma doença
auto-imune.
Uma glomerulonefrite pode levar à progressiva perda das funções
renais, até que o sangue praticamente não seja mais filtrado, ou
submetê-la a um transplante renal.

Rim Artificial
O rim artificial é uma máquina que realiza a hemodiálise, ou seja,
filtra artificialmente o sangue, que passa a circular por tubos de
paredes semipermeáveis da máquina de hemodiálise, os quais estão
mergulhados em uma solução constituída por substâncias normalmente
presentes no plasma sanguíneo.
Os excretas tendem a difundir através dos finos poros das membranas
semipermeáveis, abandonando o sangue. Com a repetida circulação do
sangue pela máquina, a maior parte dos excretas deixa o sangue,
difundindo-se para o líquido de diálise.
Cada sessão de hemodiálise dura entre 4 e 6 horas e deve ser
repetida 2 ou 3 vezes por semana. O método é eficiente e remove a
uréia do sangue mais rápido que um rim normal. No entanto, alem de
não realizar todas as funções renais, a hemodiálise é um processo
caro, incômodo para o paciente e pode trazer diversos efeitos
colaterais.
Transplante Renal
Quando os rins sofrem prejuízo irreversível de suas funções, pode-se
tentar o transplante renal, que é a substituição de um dos rins do
paciente por um rim sadio, podendo ser obtido por doadores mortos ou
vivos. Quando este for vivo, o doador passa a viver com apenas um
rim, o que é perfeitamente compatível com a vida.
É necessário esta certa compatibilidade entre os sistemas
imunitários do doador e do receptor para evitar que o rim implantado
seja rejeitado. Mesmo assim, o receptor de um transplante tem de
tomar permanentemente medicamentos que deprimem parcialmente seu
sistema imunitário para evitar a rejeição. O único caso em que não
há rejeição é quando o transplante é feito entre gêmeos univitelinos
(idênticos).
Graças ao aprimoramento das técnicas cirúrgicas e, principalmente,
ao desenvolvimento de novos medicamentos imunossupressores (que
suprimem as defesas do organismo), os transplantes de rim tem
alcançado altos índices de sucesso. A maioria dos pacientes
transplantados pode ter vida quase normal durante vários anos. Há
diversos casos em que o paciente mantém-se saudável por mais de 20
anos após a cirurgia. Um sério obstáculo aos transplantes de rim é a
falta de doadores. A doação de órgãos pode salvar muitas vidas. Cada
um de nós deve refletir seriamente sobre essa questão. |